Estudo revela motivos dos afastamentos em bancos

Em recente pesquisa da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Campinas, o Cerest (Centro de Referência de Saúde do Trabalhador) e o Sindicato dos Bancários de Jundiaí sobre as condições de saúde dos bancários e transtornos mentais, foi constatado que as metas desafiadoras exigidas pelos bancos tem realmente adoecido a categoria.
A pesquisa foi liderada pelo professor doutor Sergio de Lucca e entrevistou 240 bancários, Essa questão de exigir um desempenho individual extremo joga um bancário contra o outro, quebrando a coesão e a solidariedade em equipe, diz Lucca.
Segundo ele, as pessoas vão adoecendo pelo excesso de demanda, pela competição excessiva, pela falta de apoio dos colegas e das chefias e principalmente por não terem controle das atividades. Cada vez mais o banco reduz a autonomia do funcionário, o que cria ressentimento e insatisfação.
Uma estatística de 2013 mostra que dos 12 mil afastamentos por transtorno mental, 6,5 mil eram de bancários. Esse número e nossa pesquisa mostram um quadro bem pior do que imaginávamos, diz o médico. Segundo ele, há uma projeção de que em 2020 a depressão seja a primeira causa por afastamento do trabalho no Brasil.
Gestão dos bancos é que adoece
Segundo levantamento da Confederação nacional do Ramo Financeiro, a gestão dos bancos é que tem provocado muitos transtornos e consequentemente levado muitos da categoria a ser acometido de doneças ocupacionais.
Walcir Previtale responsável pela secretaria de saúde da Contraf-CUT, esteve no lançamento da pesquisa e explica como isso se dá.
Confira entrevista no vídeo abaixo:
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