1 de Março de 2012 às 23:59
Vigilantes podem entrar em greve e bancos terem que fechar
Legislação proíbe a abertura de agências bancárias sem a presença de vigilante
Os trabalhadores em empresas de vigilância, do estado de Mato Grosso do Sul, em negociação salarial desde o início de fevereiro, ainda não obtiveram dos patrões nenhum avanço na mesa de negociação.
Segundo Antônio Goes, presidente do Sindicato dos Vigilantes de Dourados e Região, “Até agora foram três rodadas de negociações, onde o setor patronal apresentou proposta muito aquém das expectativas dos trabalhadores, reposição da inflação (5,6%) e apenas mais 1% de ganho real. E no adicional de risco de vida, onde a reivindicação é de 30% o setor patronal ofereceu apenas 1%” .
Uma assembleia está marcada para a próxima terça-feira (06/03), nas bases sindicais, dos três sindicatos de vigilantes do Estado, Dourados, Campo Grande e Naviraí. Caso até lá os empresários não apresentem uma proposta condizente os trabalhadores poderão deliberar pela greve.
Caso a greve venha a se confirmar as agências bancárias poderão também ter que fechar as portas, já que a legislação proíbe a abertura de agências bancárias sem a presença de vigilante.
A categoria tem realizado diversas manifestações no Estado. Em Dourados o Sindicato dos Bancários está apoiando esses companheiros e esteve presente no protesto de sexta-feira, 24/02 na frente do Bradesco e, também, no ato realizado na manhã desta quarta-feira, 29/02, em frente à empresa de vigilância Brinks em Dourados.
Para Raul Verão, presidente do sindicato dos bancários, “É fundamental que os vigilantes tenham a valorização de sua profissão através de salário digno e, nós bancários que convivemos e dependemos desses valorosos companheiros no dia a dia, para trabalharmos com segurança, não podemos nos furtar de dar todo o apoio necessário para que os mesmos atinjam os seus objetivos”.
Fonte: Seeb-Dourados e Região, por Joacir Rodrigues



