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2 de Março de 2026 às 15:03

Taxa Selic alta, impede desenvolvimento do país e BC precisa agir para baixar

O debate sobre a taxa Selic no Brasil é, sem dúvida, um dos temas mais sensíveis e urgentes da nossa economia atual. A sensação que temos é de estarmos "reféns" de uma política monetária rígida que não é apenas um jargão econômico, mas uma realidade sentida no bolso de quem tenta empreender ou simplesmente sobreviver ao mês.

O Brasil continua refém da política monetária do Banco Central e a taxa Selic tem se mantido em nível elevado, em 15%, com essa taxa a economia fica travada, atrapalha o setor produtivo, eleva o custo do crédito e aumenta o endividamento.

Enquanto o setor produtivo clama por fôlego e a população busca dignidade financeira, a política monetária do Banco Central parece operar em uma redoma de vidro, indiferente aos efeitos colaterais de uma Taxa Selic mantida em patamares estratosféricos. Não podemos mais aceitar passivamente um cenário onde o controle da inflação é buscado exclusivamente através do sacrifício do crescimento e do bem-estar social.

A inadimplência de brasileiros e empresas em empréstimos concedidos por instituições financeiras com recursos livres subiu para 5,5% em janeiro. É o índice mais elevado desde agosto de 2017, segundo o BC.

Apesar dos protestos dos movimentos sociais, o Copom manteve a Selic no maior patamar desde julho de 2006. Com juros tão altos, os cidadãos ficam temerosos em pedir dinheiro aos bancos, já que não sabem se terão condições de pagar. A concessão de empréstimos caiu 18,9% em janeiro em relação a dezembro. Desta forma, o estoque de crédito do sistema financeiro teve recuo de 0,2%, para R$ 7,116 trilhões.

No caso das operações com recursos livres, as novas concessões reduziram 17,2% no mês. Os juros cobrados pelos bancos no crédito livre ficaram em 47,8% ao ano, crescimento de 1,2 ponto percentual na comparação com o mês anterior.

Para o cidadão comum, o "não baixar a Selic" traduz-se em juros de cartão de crédito e cheque especial proibitivos. É uma política que pune o consumo e premia a especulação. Quando o Banco Central se recusa a flexibilizar a taxa, ele não está apenas combatendo a inflação; ele está, na prática, colocando um freio de mão em um país que precisa urgentemente acelerar.

"A estabilidade de preços é fundamental, mas ela não pode ser o único deus a ser adorado em um país com tantas carências sociais. Uma economia saudável exige equilíbrio entre o controle inflacionário e o incentivo ao desenvolvimento."

Não se trata de ignorar a responsabilidade fiscal, mas de entender que o Brasil não pode ser refém de uma visão puramente técnica e fria. A política monetária precisa dialogar com a realidade das ruas. A redução da Selic é o primeiro passo necessário para baratear o crédito, estimular a produção e devolver ao brasileiro a capacidade de planejar o futuro sem o peso de juros abusivos.

O desenvolvimento de uma nação não acontece no vácuo dos gráficos financeiros; ele acontece na vida real, com crédito acessível e comida no prato. É hora de libertar a nossa economia desse ciclo de juros altos que trava o Brasil.

 



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