Gás de pimenta e cassetete no Bradesco
O banco de Marcio Cypriano mandou a PM intervir com violência durante atividade organizada pelo Sindicato na matriz da empresa, em Cidade de Deus-Osasco. Mais uma vez, o Bradesco interpôs um interdito proibitório para barrar o direito garantido pela constituição de os trabalhadores de se manifestar livremente pela sua dignidade. A atividade, que até então transcorria na mais perfeita ordem e com adesão espontânea dos bancários, virou uma praça de guerra, quando a Polícia Militar passou a tratar trabalhadores como criminosos. Gás de pimenta, cassetetes e muita violência foram usados contra os diretores do Sindicato e atingiu até mesmo vários bancários, que classificaram de vergonhosa a atuação dos policiais. “Esse não é o papel da PM. Ninguém pediu para vocês fazerem isso e poderia ter acontecido uma tragédia aqui”, protestou um bancário atingido pelo cassetete de um dos policiais, diretamente a um dos comandantes da ação. “A maneira como os bancos estão tratando os funcionários está cada vez pior. Além de negar a dignidade, estão usando a violência, ao mínimo sinal de descontentamento. Os bancários têm o direito de dizer não à proposta rebaixada apresentada pela Fenaban e nem o Bradesco, nem a Polícia Militar têm o direito de usar a força contra os trabalhadores”, protestou o presidente do Sindicato, Luiz Cláudio Marcolino. A diretora do Sindicato Sandra Regina Vieira da Silva, bancária do Bradesco e um representante da CUT, Marcos Palmanhani, foram presos e levados o 6º DP de Osasco. Marcos foi fortemente agredido e sofreu vários ferimentos. Outro funcionário do Sindicato, Cláudio da Silva, foi hospitalizado no Hospital Cruzeiro do Sul com suspeita de fraturas nas costelas. Nada novo – É a segunda vez que uma manifestação pacífica do Sindicato pelos direitos dos bancários é alvo de ações truculentas da PM comandada pelo governador Geraldo Alckmin. No primeiro semestre, uma atividade na matriz da Nossa Caixa, no Centro, terminou em muita briga e agressão a Marcolino. “Os bancários fizeram passeata e vão fazer as atividades que têm direito de fazer, pacificamente. Chamar a polícia para bater em trabalhador é uma vergonha!”, indigna-se o presidente do Sindicato.