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5 de Maio de 2026 às 10:19

Festival do Trabalhador mobiliza Dourados pelo fim da escala 6x1 no 1º de Maio

Atividade marcou o Dia do Trabalhador em Dourados com as representações das categorias levando as pautas da Classe Trabalhadora para a praça do cinquentenário

As bancárias e os bancários estiveram presentes no 1º Festival do(a) Trabalhador(a) de Dourados, realizado no 1° de Maio, na Praça do Cinquentenário, que reuniu centenas de trabalhadores e trabalhadoras na sexta-feira.

O evento que celebrou o Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, com entrada franca, teve organização do Fórum de Entidades - Comitê de Defesa Popular -, entre elas o Sindicato dos Bancários de Dourados e Região/MS que levaram as pautas de suas categorias para a praça, com destaque para o fim da escala 6x1. Lembrando que a categoria bancária já faz a jornada 5x2, mas é solidária com a maioria absoluta dos trabalhadores e trabalhadoras que lutam por essa conquista.

O festival foi marcado por apresentações musicais: Soulsamba, É do Que Há, Micheli Rockrainha, Lumacê, Adrian de Paula, Tetila Seresta, Thaise Barbosa, Banda Don Vito, Marconi & Clodoaldo e Marinn e DJ G$F. A festa contou ainda com praça de alimentação e exposições, além da distribuição de pipoca, algodão doce e picolé gratuitamente para o público.

O Sindicato dos Bancários de Dourados e Região apoiou a realização do evento, juntamente com o SINTED, SINTEF dOURADOS, ADUF, ADUEMS, SECOD, Sindicato dos Bancários de Dourados e Região, FETEMS, mandatos da deputada estadual Gleice Jane (PT), deputados federais Vander Loubet (PT) e Camila Jara (PT), vereadores Franklin Schmalz (PT) e Elias Ishy (PT).

Diminuição da carga horária e fim da escala 6x1

Segundo pesquisa Datafolha publicada no dia 14 de abril, 71% dos brasileiros defendem o fim da escala 6x1, quando o trabalhador trabalha seis dias consecutivos e descansa somente um dia. O debate sobre mudanças na jornada foi intensificado a partir do final de 2024, com o movimento "Vida Além do Trabalho" (VAT).

Mais recentemente, após a Marcha da Classe Trabalhadora em Brasília, representantes da CUT e demais centrais sindicais entregaram ao presidente Lula um documento com dezenas de reivindicações, com destaque para a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial, e fim da escala 6x1.

Na mesma semana, o presidente da República havia encaminhado ao Congresso Nacional um projeto de lei para acabar com a escala 6x1 em regime de urgência constitucional, o que limita em 45 dias o prazo máximo de tramitação do texto, tanto na Câmara quanto no Senado, com o acréscimo de 10 dias caso a proposta tenha alguma alteração em uma das casas legislativas.

O que está em pauta vai mudar as condições de trabalho de toda a classe trabalhadora, principalmente das mulheres, que hoje são as mais sobrecarregadas com a dupla e tripla jornada, porque são as mais responsabilizadas nos cuidados da casa e dos filhos.

Diversos artigos comprovam que, por ser exaustiva, a escala 6x1 prejudica a vida social, a saúde física e mental dos trabalhadores. Temos ainda experiências que mostram que o fim da escala 6x1 não compromete a produtividade, pelo contrário, o descanso melhora a produtividade e pode criar empregos. Portanto, a nossa bandeira pela redução da jornada, sem redução salarial, é uma bandeira boa para o país e com impactos fundamentais à qualidade de vida da população, que terá mais tempo com a família, para o lazer e para os estudos.

Fonte: Seeb-Dourados e Região/MS

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