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27 de Agosto de 2026 às 11:03

Desemprego recua para 5,3% em julho, menor taxa da história para o período

Taxa registrada no trimestre encerrado em julho é a menor para o período desde o início da série histórica da PNAD Contínua, em 2012

O mercado de trabalho brasileiro alcançou um novo resultado positivo. A taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho de 2026, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o menor índice registrado para um trimestre encerrado em julho desde o início da série histórica, em 2012.

O resultado representa uma melhora em relação aos 5,4% registrados no trimestre encerrado em junho e também na comparação com julho de 2025, quando a taxa estava em 5,8%. O número de pessoas ocupadas chegou a aproximadamente 103,3 milhões, o maior contingente da série histórica, enquanto a população desempregada ficou em cerca de 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 8% em relação ao trimestre anterior.

Outro dado de destaque é o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado, que chegou a 39,4 milhões, também um recorde. Ao mesmo tempo, porém, a informalidade avançou para 37,5% da população ocupada, o equivalente a aproximadamente 38,8 milhões de trabalhadores.

Sindicato destaca avanço, mas defende emprego com direitos

Para o Sindicato dos Bancários de Dourados e Região/MS, a queda do desemprego é uma notícia positiva para os trabalhadores e para a economia, mas os números precisam ser analisados também sob a perspectiva da qualidade dos postos de trabalho criados.

O presidente da entidade, Janes Estigarribia, ressalta que a redução do desemprego demonstra a importância de políticas que ampliem a geração de trabalho e renda, mas defende que o crescimento do mercado de trabalho seja acompanhado de direitos, salários dignos e condições adequadas.

“A redução do desemprego é um dado muito importante e mostra que o mercado de trabalho brasileiro vem apresentando capacidade de gerar oportunidades. Mas, para nós, não basta apenas criar postos de trabalho. É fundamental que sejam empregos com direitos, salários dignos, proteção social e condições adequadas de trabalho. É isso que garante que o crescimento econômico chegue de fato à vida dos trabalhadores e de suas famílias”, afirma Janes.

A posição está alinhada à atuação do Sindicato, que tem colocado a defesa do emprego entre as principais prioridades da categoria bancária. A entidade vem denunciando, por exemplo, demissões, fechamento de agências e redução de postos de trabalho no setor financeiro, mesmo diante da elevada lucratividade dos grandes bancos. Em agosto, o Sindicato participou de mobilização nacional no Bradesco justamente em defesa dos empregos e contra a precarização das condições de trabalho.

Janes lembra que o setor bancário tem condições econômicas para preservar empregos e ampliar a contratação de trabalhadores. “No setor financeiro, temos instituições que apresentam lucros bilionários, mas ao mesmo tempo reduzem postos de trabalho, fecham agências e aumentam a sobrecarga sobre quem permanece trabalhando. Precisamos transformar o bom momento do mercado de trabalho em mais empregos e melhores condições também para os bancários”, destaca.

Menor desemprego não significa fim dos desafios

Apesar do resultado histórico, o próprio comportamento dos indicadores mostra que ainda existem desafios. A informalidade permanece elevada, atingindo mais de um terço dos trabalhadores ocupados, enquanto a renda média do trabalhador permaneceu praticamente estável na comparação com o trimestre anterior. Na comparação anual, entretanto, houve crescimento real da renda.

Para o Sindicato dos Bancários de Dourados e Região/MS, os números reforçam a necessidade de manter a agenda de valorização do trabalho, com fortalecimento da negociação coletiva, geração de empregos formais, aumento da renda e combate à precarização.

“É preciso comemorar a queda do desemprego, porque cada pessoa que consegue um trabalho tem a possibilidade de melhorar sua vida e a de sua família. Mas também precisamos olhar para quem está trabalhando sem proteção, para quem recebe baixos salários e para quem enfrenta jornadas excessivas e pressão no ambiente de trabalho. O desafio agora é avançar na qualidade do emprego”, conclui Janes Estigarribia.

O Sindicato considera que a redução do desemprego cria um ambiente mais favorável para que os trabalhadores reivindiquem melhores salários e condições de trabalho. Para a entidade, crescimento econômico só pode ser considerado verdadeiramente positivo quando vem acompanhado de valorização de quem produz a riqueza e de empregos protegidos por direitos.

Fonte: Seeb-Dourados e Região/MS



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