Desafios para um novo ano
O ano de 2005 está acabando, e foi um ano extremamente difícil para as forças de esquerda, em particular o governo Lula, alvo dos ataques furiosos dos setores conservadores da sociedade, muito pior será 2006. Em outubro próximo tem eleição geral e, com certeza, a direita não vai dar a menor trégua na tentativa desesperada de evitar a continuidade do projeto popular que o Brasil experimenta pela primeira vez na história do país e, apesar de todas as dificuldades, tem registrado expressivos avanços sociais e políticos. Diante de um quadro tão complexo, os movimentos sociais, e aí se incluem os sindicatos, precisam estar preparados para enfrentar o poder de fogo da direita, respaldado em fartos recursos financeiros e amplo apoio da mídia. Ao mesmo tempo, pressionarem o governo Lula para a esquerda, na direção de um novo projeto de desenvolvimento para o Brasil, capaz de acelerar a desconcentração da renda, assegurar o direito à terra e à moradia, gerar emprego, viabilizar educação e saúde de qualidade para o conjunto da população. Uma das tarefas prioritárias dos movimentos sociais é a luta pela mudança de rumo na política econômica brasileira, que prioriza o capital financeiro, redirecionando-a para uma economia voltada à produção, única forma de fazer o país voltar a crescer. Não resta dúvida de que o governo Lula possibilitou avanços significativos. Adotou importantes programas sociais, melhorou sensivelmente o índice de emprego e assumiu uma política externa austera, levando o Brasil à liderança no bloco dos países em desenvolvimento. Os desafios é transformar 2006 em um ano de renovação da esperança, do sonho dos trabalhadores e do povo por um Brasil onde todos tenham direito à felicidade.