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13 de Maio de 2011 às 23:59

DATA HISTÓRICA: Abolição sem correção da escravidão. Bancários promovem Dia de Luta nesta sexta

13 de maio – Dia da abolição da escravatura – Comemorado por, em 13 de maio de 1888, terminar de maneira formal a escravidão no Brasil. Nesta data a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, que dava liberdade aos negros escravizados que existiam. No dia em que é comemorado a Abolição da Escravatura, o que poderia ser motivo de alegria, é, na verdade, uma lembrança da falsa generosidade do país com os negros. A ideia de que a libertação dos escravos foi uma aceitação a luta, que se iniciou no Brasil no século 15, figura o abandono da população. O IBGE, ainda hoje, após 123 anos da libertação escrava, registra a grande desigualdade. Na educação, os dados são bastante significativos. A taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos ou mais é composta por 8,3% de brancos e 21% de negros. Bancários promovem Dia de Luta nesta sexta para abolir a discriminação A Contraf-CUT realiza nesta sexta-feira, 13 de maio, um Dia Nacional de Luta contra a discriminação nos bancos. Com o mote "Vamos abolir a discriminação e promover a inclusão: Por mais contratações de negros, negras e pessoas com deficiência nos bancos", a mobilização envolverá bancários de todo o país, através de manifestações que estão sendo organizadas pelos sindicatos, na luta por igualdade de oportunidades no sistema financeiro e na sociedade. Haverá atividades em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Fortaleza, Recife, Cuiabá, Belém, Juiz de Fora, Londrina, ABC e Taubaté, entre outras cidades. "Nossa intenção é discutir o significado dessa data, que comemora a abolição da escravatura no Brasil, e suas consequências para a população negra, que convive com uma triste herança de discriminação e exclusão", afirma Deise Recoaro, secretária de Políticas Sociais da Contraf-CUT. Pesquisas feitas nos últimos anos pelo movimento sindical e pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) comprovam que os bancos discriminam negros, negras e pessoas com deficiência, tanto no acesso ao emprego bancário quanto na remuneração e na ascensão profissional. Segundo dados do Mapa da Diversidade, feito em 2009, as pessoas negras correspondem a 35,7% da População Economicamente Ativa do país. No entanto, no setor financeiro, negros e negras ocupam apenas 19% das vagas. Além disso, os negros recebem salários menores do que os brancos dentro dos bancos. Enquanto um branco recebia em média R$ 3.411 em 2009, o negro recebia um salário médio de R$ 2.870. "Há tempos a Contraf-CUT e o movimento sindical bancário formaram a convicção de que é preciso incorporar à sua prática cotidiana o combate a todas as formas de exclusão, entre elas a discriminação e o preconceito. Vamos para as ruas levar essa luta até as pessoas e buscar a igualdade dentro dos bancos", destaca Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT. Bancos dizem contratar mais negros Mais uma novidade no setor bancário. Sob a justificativa da valorização da diversidade, os bancos resolveram fazer recrutamento de pessoas negras para preenchimento de vagas. A iniciativa faz parte de um protocolo de intenções, assinado pela Febraban (Federação Brasileira de Bancos) e Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. As inscrições para a seleção serão feitas por meio de um site ainda em desenvolvi- mento. A eficácia da ação pode ser comprovada e controlada através de um sistema de monitoramento. Não restam dúvidas de que a iniciativa de promover a igualdade racial é excelente. Mas, em virtude do histórico pouco honesto das organizações financeiras, a população deve ficar atenta para que o resultado da proposta não seja apenas um conglomerado de cadastros. Fonte: Contraf-CUT, com Seeb Dourados



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