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20 de Outubro de 2026 às 10:18

Bancários e bancárias: lembrar para não retroceder

A mobilização sindical foi decisiva para proteger a categoria

A defesa dos direitos dos trabalhadores também passa pela escolha política de quem ocupa os espaços de poder. Para os bancários, essa consciência é fundamental diante de projetos da extrema-direita que tratam direitos históricos como privilégios e tentam desmontar conquistas. A família Bolsonaro representa esse campo político, que já demonstrou, na prática, disposição de atacar garantias trabalhistas.

Em 2019, durante o governo de Jair Bolsonaro, foi editada a Medida Provisória 905, conhecida como Carteira de Trabalho Verde e Amarela. A proposta alterava diversas regras da legislação trabalhista, flexibilizava direitos e previa mudanças que atingiam diretamente os bancários, como a possibilidade de abertura das agências aos sábados e a ampliação da jornada de trabalho.

Na época, a mobilização sindical foi decisiva para proteger a categoria. A atuação das forças sindicais, junto ao Comando Nacional dos Bancários, garantiu, em negociação com a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), um acordo assinado em dezembro de 2019, que neutralizava os efeitos da MP 905. Foi a organização coletiva, e não a boa vontade dos banqueiros ou do governo, que assegurou a proteção.

Por isso, é preciso manter a memória viva. Apoiar políticos que atacam direitos trabalhistas e chamam conquistas históricas de privilégios é agir contra os próprios interesses. Nenhum direito da categoria foi conquistado de graça: cada avanço é resultado de organização, mobilização e luta.



Sindicato dos Bancários de Dourados e Região - MS

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