Bancários de Dourados realizam ato no Itaú e Bradesco contra demissões e redução de agencias
Nesta terça-feira (17), bancários de Dourados e região, no Mato Grosso do Sul, aderiram ao Dia Nacional de Luta contra demissões e o fechamento de agências, com mobilizações em frente a unidades do Bradesco e do Itaú. A ação ocorre simultaneamente em diversas cidades do país e é organizada por entidades sindicais da categoria.
O protesto tem como principal objetivo denunciar a política adotada pelos bancos, que, segundo o movimento sindical, combina redução do quadro de funcionários e encerramento de agências físicas, mesmo diante de resultados financeiros expressivos.
Dados apresentados pelos representantes dos trabalhadores apontam que o Itaú encerrou cerca de 3.535 postos de trabalho em 2025, sendo 916 apenas no último trimestre. No mesmo período, a instituição fechou 319 agências físicas, apesar de registrar crescimento de 1,8 milhão de clientes, ultrapassando a marca de 100 milhões de usuários.
No caso do Bradesco, o cenário também é de retração no emprego bancário. Desde março de 2024, foram registradas 3.539 demissões, sendo 1.923 apenas em 2025. Para os sindicalistas, a redução impacta diretamente o cotidiano dos trabalhadores, que enfrentam sobrecarga, pressão por metas e deterioração das condições de trabalho.
Além das questões trabalhistas, o movimento destaca os reflexos para a população. O fechamento de agências, segundo os organizadores do ato, compromete o acesso a serviços bancários, especialmente em cidades menores, ampliando a exclusão financeira e dificultando o atendimento presencial.
Outro ponto levantado durante a mobilização é o aumento de afastamentos por problemas de saúde entre os trabalhadores, associados ao desgaste físico e psicológico decorrente das novas dinâmicas de trabalho.
Durante o ato, dirigentes sindicais reforçaram a cobrança por mudanças na postura das instituições financeiras. Entre as reivindicações estão a suspensão das demissões, a reabertura de postos de atendimento e a adoção de medidas que garantam melhores condições de trabalho e atendimento digno à população.
A mobilização segue como parte de uma agenda nacional da categoria, que busca pressionar os bancos a reverem suas políticas de gestão de pessoal e de atendimento ao público.



