Pressão pelo fim do modelo de custeio no Saúde Caixa

Atividades acontecem até sexta, como parte da campanha nacional
A qualidade do atendimento e o alto custo do plano de saúde dos empregados da Caixa continuam no centro do debate. Com o objetivo de chamar atenção para os problemas enfrentados por quem utiliza o convênio médico, o movimento sindical realiza uma série de mobilizações em unidades do banco, até sexta-feira.
A campanha nacional Queremos Saúde, Caixa, reforça uma pauta antiga: a necessidade de reestruturação da rede credenciada, revisão das falhas operacionais e o fim das distorções no financiamento do plano. Um dos principais focos da mobilização está no fim do teto de custeio imposto pela empresa, que eleva significativamente a participação dos empregados nas despesas com saúde.
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Embora o ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) estabeleça que o banco deve custear 70% dos gastos com o plano, na prática, os trabalhadores já arcam com quase metade dos valores. O cenário é mais delicado para aposentados e empregados com menor renda, que enfrentam dificuldades para manter o vínculo com a assistência, diante dos sucessivos reajustes.
Além das ações presenciais nas agências e departamentos administrativos, a campanha também impulsiona a adesão a um abaixo-assinado em defesa do Saúde Caixa. A mobilização busca ampliar a pressão sobre a direção da Caixa e garantir avanços concretos nas negociações.
A iniciativa teve início em fevereiro, com uma estratégia voltada à centralização das reclamações diretamente na Central Saúde Caixa, evidenciando que as insatisfações não são pontuais, mas resultado direto das condições enfrentadas diariamente por milhares de usuários.