Banco do Brasil

11 de Maio de 2026 às 13:53

Contraf cobra retomada imediata da mesa de negociação da Cassi

Após meses sem avanços concretos, representação dos trabalhadores exige solução definitiva para o custeio do plano e igualdade de acesso aos funcionários do Banco do Brasil

O movimento sindical e as entidades representativas dos funcionários do Banco do Brasil voltaram a cobrar a retomada imediata sobre a mesa de negociação da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi). Desde a última rodada de negociações, realizada em 11 de dezembro de 2025, não houve avanço efetivo na construção de uma solução estrutural para o custeio do plano de saúde.

Na ocasião, representantes dos trabalhadores apresentaram propostas para reforçar o caixa e o capital regulatório da Cassi, incluindo o adiantamento de dez valores referentes ao 13º salário e a antecipação das despesas administrativas de 2026. O Banco do Brasil, entretanto, recusou o pedido e apresentou como contraproposta apenas a antecipação de três valores do 13º salário — medida considerada insuficiente pela representação dos funcionários.

Passados vários meses desde aquela reunião, nenhuma nova proposta foi apresentada pelo banco, e o único movimento concreto foi justamente a antecipação parcial desses três valores, sem que houvesse avanço nas discussões estruturais sobre o financiamento do plano.

Negociação paralisada preocupa trabalhadores

A mesa de negociação havia sido instalada em 27 de novembro de 2025, quando as entidades sindicais já alertavam para a necessidade de garantir segurança financeira à Cassi e construir uma solução sustentável de longo prazo.

Naquele encontro, o banco não apresentou alternativas para o custeio, comprometendo-se apenas a avaliar as reivindicações e retornar posteriormente com respostas — o que, até o momento, não ocorreu.

Para as entidades representativas, o prolongamento do impasse gera insegurança para associados, prestadores e para o próprio futuro da assistência à saúde dos funcionários.

Defesa do modelo solidário e igualdade de acesso

O movimento sindical reafirma que a solução para a Cassi passa pela manutenção do modelo solidário do plano, com custeio na proporção de 70% para o patrocinador e 30% para os participantes, princípio histórico que garante sustentabilidade e acesso coletivo à assistência à saúde.

Outro ponto central defendido pelas entidades é a inclusão, em igualdade de condições, dos funcionários oriundos de bancos incorporados e daqueles admitidos no Banco do Brasil após 2018, que hoje não possuem acesso ao plano nos mesmos moldes dos demais trabalhadores.

Segundo a representação dos funcionários, a existência de diferentes regras de acesso fragiliza o modelo solidário e compromete o futuro da Cassi.

Banco precisa assumir compromisso com a saúde dos trabalhadores

A coordenadora da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), Fernanda Lopes, reforça que o banco precisa assumir responsabilidade direta na construção da solução.

“O Banco do Brasil precisa se comprometer com uma resolução definitiva para o custeio da Cassi. São os funcionários que constroem o banco diariamente, e a saúde deve ser um compromisso institucional do BB com seus trabalhadores e trabalhadoras”, afirmou.

Para as entidades, a retomada urgente das negociações é fundamental para garantir estabilidade financeira à Cassi, preservar um dos principais direitos históricos do funcionalismo e assegurar tranquilidade aos participantes e seus familiares.

O movimento sindical segue cobrando do Banco do Brasil a reabertura imediata da mesa de negociação, com apresentação de propostas concretas que assegurem sustentabilidade ao plano e valorização dos trabalhadores.

Fonte: Contraf-CUT



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