Caixa Federal

10 de Junho de 2019 às 09:03

Movimento sindical consegue liminar que adia transferência forçada na Caixa

A juíza substituta Patrícia Birchal Becattini, da 4ª Vara do Trabalho de Brasília, concedeu liminar de âmbito nacional adiando, por dez dias úteis, o processo de transferência forçada dos empregados da Caixa lotados na matriz do banco e filiais para as agências espalhadas pelo país. A liminar foi concedida em resposta a ação civil pública movida pela Federação das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Na noite de quinta, a Caixa divulgou o novo calendário, estendendo o prazo até o dia 21 de junho.

A ação foi uma resposta das entidades à decisão unilateral do banco. O plano de realocação de pessoal foi lançado na sexta-feira 31 sem qualquer diálogo com as representações dos empregados e faltando poucos dias para o encerramento do prazo para adesão ao Programa de Demissão Voluntária (PDV), previsto para esta sexta-feira 7.

Além disso, o prazo concedido aos empregados para a escolha do novo local de trabalho, diante de uma mudança que afeta a vida laboral e pessoal, foi extremamente curto: apenas quatro dias úteis para a suposta escolha de um lugar para trabalhar, ou seja, de 3 a 6 de junho.

Mediação do MPT

A Fenae e a Contraf-CUT também ingressaram com solicitação de mediação no Ministério Público do Trabalho (MPT), pedindo a interrupção do processo de realocação enquanto não houver negociação dos seus termos com as entidades que representam os trabalhadores.

Ofício à presidência da Caixa

Além das ações na Justiça, o Sindicato e a Contraf-CUT também enviaram ofício à presidência da Caixa reivindicando a suspensão imediata da reestruturação.

 



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