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1 de Janeiro de 2001 às 23:59

Unificação da carreira é tema central da negociação com a Caixa

(São Paulo) Foi retomado nesta quinta-feira, em Brasília, o processo de negociação permanente entre a Caixa Econômica Federal e a Contraf-CUT . A reunião teve como tema central a proposta de criação da nova tabela para unificação da Carreira Profissional, conforme apresentado pela Caixa no fechamento da Campanha Nacional dos Bancários, cujo detalhamento foi feito em reunião do dia 17 de outubro. Os representantes dos empregados apresentaram uma série de itens, com o objetivo de melhorar a proposta, debatidos pelos profissionais e encaminhados pelas entidades sindicais e associativas de todo o País. Os pontos serão avaliados pela direção do banco que apresentará uma posição na segunda-feira, dia 13. A Caixa havia colocado a retirada das ações trabalhistas como condição para implementar a nova tabela. Os trabalhadores colocaram que só irão admitir negociar as ações cujo objeto seja o enquadramento na tabela. “Ações sobre outros temas, especialmente sobre jornada de trabalho, não serão negociadas em nenhuma hipótese”, garante Plínio Pavão, diretor da Contraf-CUT e coordenador da Comissão Executiva dos Empregados da Caixa. “A nova tabela não resolve o problema da jornada, por isso não há motivos para discutir a retirada dessas ações”, completa. A reivindicação de compensação financeira para quem retirar ação judicial será encaminhada à diretoria, porém os negociadores da Caixa adiantaram que vêem poucas possibilidades de atendimento da solicitação. Foram também apresentadas as propostas de correção da tabela com os reajustes salariais de 2004 e 2005 e a não vinculação à adesão ao Novo Plano da Funcef. Os representantes da Caixa anteciparam que tais propostas não têm aceitação por parte da direção da empresa. Os representantes da empresa irão encaminhar à diretoria a demanda de promoção horizontal de Júnior para Pleno e de Pleno para Sênior para todos os profissionais que já tenham os pré-requisitos antes do enquadramento na nova tabela. Além disso, como a tabela irá criar mais referências do que existe hoje, a proposta da Contraf-CUT é que os colegas que se encontram no topo da carreira há alguns anos sejam enquadrados em um nível mais elevado da nova tabela. De acordo com a proposta da Caixa haverá, os processos de promoção são anuais por merecimento. Se ela não ocorrer, no ano seguinte o trabalhador será promovido por antiguidade. Os representantes dos empregados reivindicaram que os critérios para a avaliação para as promoções por merecimento sejam discutidos. Houve concordância por parte da Caixa sendo agendada reunião com esse objetivo para o próximo dia 29 de novembro. Na reunião do dia 29 também serão discutidos os critérios para promoção da carreira técnica e de assessoramento e dos avaliadores de penhor, conforme acertado na Campanha. A Contraf-CUT e a CEE resgataram a reivindicação de que seja retomado o processo de promoção por merecimento para todos os empregados. Outro ponto abordado foi a questão da Giris, Gises e das Rerhi. “A Caixa havia retirado da pauta do Conselho Diretor o voto sobre a remodelagem das filiais, gerando grande frustração nos empregados dessas áreas, porém na reunião foi informado que a discussão sobre uma nova proposta está em debate com grandes possibilidades de ser resolvido nas três áreas rapidamente”, conta Pavão. Foi aceita também a solicitação de mudança de nome de duas funções das RetPVs. Os supervisores passam a ser chamados de gerentes de RetPV, mais adequada ao tipo de trabalho realizado. Já os tesoureiros serão denominados técnicos de operações de retaguarda, tornando-se menos vulneráveis em caso de assalto ou seqüestro. Saúde Caixa O banco informou que finalmente finalizou o processo de licitação para o processamento do Saúde Caixa. A empresa vencedora foi a Datamec. Na avaliação da Contraf-CUT, essa é uma boa solução, pois a empresa prestava serviço anteriormente, antes dos problemas decorrentes da renovação do contrato. Isso quer dizer que ela já detém o domínio sobre a inteligência do sistema, o que deve agilizar sua atualização. Isonomia Por último, entre as prioridades pautadas na mesa permanente, está a discussão da isonomia entre empregados novos e antigos. Foram entregues cópias dos abaixo-assinados promovidos em todo país com 5.200 assinaturas em defesa do Projeto de Lei 6259/2005, de autoria dos deputados Inácio Arruda e Daniel Almeida do PCdoB, em tramitação no Congresso Nacional. A proposta é de garantir isonomia nas carreiras das estatais. Quando concluída a coleta de assinaturas, o conjunto será entregue ao Parlamento. A apresentação de parte delas visa a mostrar a importância do tema para bancários da Caixa. “A Contraf-CUT está orientando entidades sindicais a realizar encontros com técnicos bancários para discutir isonomia, que será uma de nossas bandeiras principais e intensificar a coleta de assinaturas”, sustenta Pavão.



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