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1 de Janeiro de 2001 às 23:59

Sindicalistas querem barrar o retrocesso neoliberal

O segundo dia de CONCUT teve a apresentação de teses das correntes políticas que integram a Central Única dos Trabalhadores. Os principais debates do dia foram sobre conjuntura nacional e internacional. A caracterização do Governo Lula esteve no foco das discussões dos dirigentes sindicais. A maioria das correntes defende que a CUT deve apoiar a candidatura de Lula à reeleição, porque esta é a única maneira de evitar o retrocesso neoliberal, representando pela candidatura PSDB/PFL. O intelectual italiano Antonio Negri e o filósofo brasileiro, Emir Sader, participaram das atividades do congresso pela manhã. Ambos fizeram análises sobre as mudanças ocorridas no mundo do trabalho. Negri abordou o movimento trabalhista internacional, principalmente na Europa e quais os desafios impostos para uma central sindical como a CUT. “Há 30 ou 40 anos o movimento sindical europeu vivia em crise, com avanço de políticas neoliberais, mas conseguiu resistir. Uma central sindical como a CUT tem que posicionar como organização social, compreendendo as mudanças do mundo do trabalho e se inserindo firmemente na luta contra a hegemonia capitalista”. Emir Sader propôs ao movimento sindical um grande levantamento para reconhecer a nova classe operária do Brasil. “O capitalismo e a elite branca renegaram uma imensa gama de pessoas à marginalização, é função da CUT e do movimento sindical saber quem são aqueles que estão na periferia do sistema para poder ter uma política de inclusão”. Segundo Sader, as duas grandes tragédias do neoliberalismo foram a financeirização do país e a precarização do mundo do trabalho. “Por cima temos um mundo voltado para as relações financeiras, por baixo a exclusão social, essa é a herança do neoliberalismo no Brasil”. O representante da Central dos Trabalhadores da Argentina, CTA, Victor Gennaro, fez um resgate histórico da trajetória cutista. Segundo ele, ao reafirmar a consciência de classe e defender a necessidade para libertar os países e povos latino-americanos dos EUA, a CUT honra a luta do libertador Simon Bolívar, que há 150 anos livrou a América Latina da submissão e jugo estrangeiro.



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