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26 de Novembro de 2019 às 23:21

Negociação garante PLR, jornada e folga no sábado. Vitória do Movimento Sindical

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) negociaram por quase 10 horas nesta terça-feira (26/11) sobre a proposta que neutraliza os efeitos da Medida Provisória (MP) 905/2019. O Comando garantiu a manutenção da jornada de segunda a sexta-feira, que não haverá aumento de jornada e que a PLR continuará sendo negociada com os sindicatos.

Como é hoje, o trabalho aos sábados somente será permitido se houver negociação com o movimento sindical. A discussão se prolongou durante todo o dia e houve várias pausas para que as partes discutissem entre si as propostas e contrapropostas que eram apresentadas.

A negociação de hoje não foi fácil. O Comando cobrou respeito por parte da Fenaban e condenou a postura dos bancos em relação a MP 905. É preciso ter compromisso com o que assinamos, nós fizemos a nossa parte, é preciso que a Fenaban faça a parte dela.

Suspensão dos efeitos da MP

Ao final do dia, as negociações sobre o texto do aditivo avançaram bastante, garantindo a jornada, a negociação da PLR apenas pelos sindicatos, mas dado o avanço da hora as negociações continuarão nos próximos dias, restando alguns detalhes sobre a vigência. Até que o aditivo seja assinado, os efeitos da MP continuam suspensos.

Embora os bancários tenham garantido uma importante vitória, a mobilização contra a MP 905 continua no Congresso Nacional, com pressão sobre os parlamentares. Será necessário um trabalho de formiguinha, visitando todos os gabinetes, de cada deputado federal, independente do partido, e de todos os senadores.

É preciso refletir

Os alertas dado pelas forças progressistas durante a campanha eleitoral do ano passado sobre o cenário de retrocesso para os trabalhadores com a eleição de Jair Bolsonaro. O Movimento Sindical já alertava o que poderia acontecer no Brasil com a eleição de um governo conservador, que não tem qualquer ligação com os trabalhadores, ao contrário, que enxerga nos trabalhadores a responsabilidade pela crise. Crise essa que nós trabalhadores não causamos.

Com informações Contraf-CUT e Sindicato dos Bancários da Bahia



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