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10 de Maio de 2019 às 10:29

Leilão da Lotex é adiado para 28 de maio

Mais uma vez o leilão da Lotex foi adiado está é a sexta vez e estava previsto para o dia 9 de maio, a nova data foi remarcada para o dia 28 do mesmo mês, conforme aviso da Comissão de Outorga do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O movimento sindical continua realizando atividades em defesa da Caixa, contra a venda das loterias, o fatiamento e venda da Caixa e na defesa dos bancos públicos, alertando para o fato de que com a privatização o país perde repasses de recursos importantes para políticas públicas essenciais.

No dia 8;5 foi lançado em Brasília a Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Bancos Públicos com a presença de deputados e senadores de diversos partidos, lideranças e entidades de movimentos sociais e representantes de centrais sindicais.

“Segundo o próprio edital do leilão, o repasse total das loterias para a área social, que em 2017 foi de quase 50%, com a privatização da Lotex cai para 15%. Perdem áreas essenciais como cultura, educação, esporte e segurança. Por isso, a resistência dos empregados e da sociedade é fundamental para barrar essa ameaça. Vamos continuar mostrando ao governo e à população que não interessa a ninguém essa privatização”, enfatiza o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE) da Caixa, Dionísio Reis.

De acordo com o balanço do banco público, de 2011 a 2016 as loterias da Caixa arrecadaram R$ 60 bilhões. Desse total, R$ 27 bi foram destinados para áreas sociais. Apenas em 2016, as loterias operadas exclusivamente pela Caixa arrecadaram R$ 12,9 bilhões, dos quais R$ 4,8 bi foram transferidos para programas sociais. Desse total, 45,4% foram direcionados para a seguridade social, 19% para o Fies, 19,6 % para o esporte nacional, 8,1% para o Fundo Penitenciário Nacional 7,5% para o Fundo Nacional de Cultura 7,5% e 0,4% para o Fundo Nacional de Saúde.

“Além de barrar o fim das aposentadorias e da seguridade social, precisamos impedir o fatiamento da Caixa e a venda dos bancos públicos, que ameaça empregos e, sobretudo, o desenvolvimento social do país. Por isso, iremos todos juntos participar da greve-geral, no dia 14 de junho”, conclui Dionísio.

 



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