Banco do Brasil

1 de Março de 2019 às 15:46

Entidades rejeitam proposta da Cassi

Na reunião de negociação no dia 27 de fevereiro, as entidades de representação dos funcionários responderam ao Banco do Brasil que a proposta apresentada pelo banco para a Caixa de Assistência dos Funcionários (Cassi) é insuficiente para um encaminhamento ao Corpo Social, uma vez que está inferior à proposta rejeitada pelos associados na consulta feita no ano passado.

Além da proposta financeira pesar mais para os associados, ainda há muitos complicadores na proposta apresentada pelo BB na parte de governança, como por exemplo a troca das diretorias. As entidades informaram ao BB que a proposta divulgada serve para debates com os associados, mas que não há como defender da forma como está apresentada.

O diretor recém empossado da Diretoria Gestão de Pessoas do BB (Dipes), José Avelar Matias Lopes, participou da abertura da mesa de negociação e ressaltou a necessidade de se chegar a um acordo negociado. O coordenador da mesa pelas entidades, Wagner Nascimento, afirmou ao diretor de pessoas a importância do restabelecimento da mesa de negociações e que a experiência do ano passado não foi boa, numa consulta sem a participação dos associados. “A solução negociada é o que queremos e esperamos achar o bom termo numa proposta que atenda às necessidades da Cassi e dos associados”, disse Wagner Nascimento, que também coordena a Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Sobre a ANS

O presidente da Cassi novamente falou sobre as reuniões com a Agência Nacional de Saúde (ANS) e sobre o que seria uma Direção Fiscal, que é a designação de uma pessoa que acompanha o que acontece no plano de saúde e orienta sobre o que pode acontecer, sem o controle da entidade.

Déficit da Cassi

O presidente da Cassi deu relato sobre a prévia dos números do balanço da Caixa de Assistência, que deve fechar 2018 com cerca de R$ 370 milhões de déficit. Os números oficiais serão divulgados assim que apreciados pelo conselho fiscal e aprovados dentro dos órgãos da governança da entidade.

Reabertura do plano aos novos funcionários

O Banco do Brasil falou que sendo aprovado um novo estatuto e este se adequando a algumas exigências dos órgãos reguladores, o Plano Associados possibilitará a entrada dos novos funcionários que recentemente tomaram posse no BB e que estão fora da Cassi.

Projeções de cálculos

O BB apresentou dados sobre as projeções financeiras da proposta apresentada e também simulações solicitadas pelas entidades, com o objetivo de subsidiar os debates e andamento das negociações, considerando o déficit atual da Cassi e as projeções de receita, que podem equilibrar a Caixa de Assistência.

Debates com os associados

As entidades afirmaram que há a necessidade de intensificar os debates com os associados da ativa nos locais de trabalho e nas associações de aposentados para que se chegue a uma proposta com amparo na realidade dos associados.

Negociações continuam

Para Wagner Nascimento, o momento requer maior participação dos associados e intensidade no processo de negociação. “A proposta apresentada pelo banco não nos atende. Estamos dispostos a achar uma proposta para garantir minimamente a sustentabilidade da Cassi, evitando intervenção de terceiros no processo. Contudo é necessário um esforço e entendimento do banco sobre o que cabe da parte dele zelar pela saúde dos funcionários”, disse. “Além disso, como patrocinador, o BB deve fazer esforço financeiro para melhorar a proposta de forma que cheguemos a um acordo”, concluiu.

Avaliação

"Dentre outras coisas a se destacar, durante a reunião, os representantes do banco demonstram que não está sendo respeitada a liminar que suspende a CGPAR 23. A proposta do BB quer implantar a paridade de contribuição a todo custo, devido a orientações do acionista majoritário, ou seja, do Governo. Outra coisa muito importante é ressaltar que o banco continua insistindo numa proposta que, na prática, retira do associado a representatividade dentro da gestão da Cassi. Pois, propõe o voto de decisão ou "gatilho de desempate", além de mudanças dentro da governança. Entendemos que esse não é o foco, mas sim encontrar solução para o déficit que coloca em risco o plano", resume Ana Paula Busato, representante do Paraná nas negociações. 

Uma nova rodada de negociações está marcada para a sexta-feira, 08 de março, após o feriado de carnaval.

 

Fonte: Contraf-CUT

 



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