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1 de Janeiro de 2001 às 23:59

BB assina a Convenção Coletiva e PLR

O Banco do Brasil assinou nesta quarta-feira, dia 18, a Convenção Coletiva de Trabalho dos bancários. Assim, todas as cláusulas acordadas com a Fenaban serão cumpridas integralmente pelo BB, o que melhora vários benefícios como o auxílio-creche ou babá, a ajuda de deslocamento noturno, desconto do vale-transporte, gratificação de função, gratificação de compensador de cheques e ausências legais. “O fato de o BB ter assinado a Convenção é uma conquista muito importante, pois demos um grande passo na construção do Contrato Nacional do Ramo Financeiro. A Campanha Nacional deste ano foi novamente unificada e garantimos aumento real de salário e o modelo de PLR reivindicado”, avalia Marcel Barros, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. Com o fechamento da Convenção Coletiva e a assinatura, no mesmo dia, do acordo da Participação nos Lucros e Resultados, os bancários do BB recebem a PLR nesta sexta-feira. O benefício prevê a distribuição de 95% do salário do escriturário ou caixa (E6), ou do VR (valor de referência) dos comissionados, mais R$ 412 de parcela fixa e a distribuição linear de 4% do lucro líquido, no valor de R$ 1.814,49 para cada funcionário. O Banco do Brasil também aceitou a reivindicação dos bancários e vai pagar o módulo acordo de trabalho (ACT) proporcional para as agências que não o cumpriram integralmente. O valor total do módulo será pago para as agências que atingirem os 400 pontos do ACT e proporcional para as agências que garantirem no mínimo 325,5 pontos. Greve O Banco do Brasil bem que tentou, mas uma comissão formada pela Contraf-CUT foi até Brasília e garantiu que nenhum dia da greve será descontado dos bancários. O problema começou na tarde da última sexta-feira, dia 13, quando o BB e a Caixa enviaram um ofício para a Confederação informando que os bancários que não retornaram ao trabalho até aquela data teriam todos os dias parados descontados da folha de pagamento. “O BB e a Caixa queriam que a greve fosse encerrada na sexta-feira, mas muitos sindicatos continuavam parados com assembléias marcadas. Ou seja, quem tivesse parado na sexta teria os dias descontados e não se enquadrariam no acordo da Fenaban, que prevê a compensação das faltas no período que vai da assinatura da Convenção Coletiva até o dia 31 de dezembro, com a anistia geral após esta data. Para impedir este problema, uma comissão da Contraf-CUT foi a Brasília e reuniu-se com o presidente do BB e a direção da Caixa nesta segunda. As reuniões foram produtivas e garantimos que nenhum dia será descontado”, afirma Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT. Segundo Marcel Barros, a Comissão de Empresa vai negociar com o BB a anistia geral dos dias parados, sem qualquer compensação. “Vamos insistir nesta reivindicação e já garantimos que os descontos efetuados na Folha de Pagamento de setembro sejam estornados”, diz. O BB vai devolver o dinheiro nesta sexta-feira, dia 20. “Até que sejam finalizadas as negociações sobre o tema, os bancários não devem fazer nenhum acordo de compensação com os gestores, seja de hora-extra, seja de usar banco de horas ou abono”, finalizou Marcel.



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