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1 de Janeiro de 2001 às 23:59

Assembléia hoje as 18h. Paralização de 24h dia 26

Depois de cinco rodadas de negociação e de quase dois meses de Campanha, bancários de todo o Brasil realizam nesta segunda-feira assembléias para definir a paralisação de 24 horas que deve ser deflagrada no dia 26, terça-feira. A paralisação foi definida pelo Comando Nacional logo após a última negociação com a Fenaban, no dia 19, quando os banqueiros mantiveram a postura de não apresentar propostas e falar em reajuste zero. Nem uma nova reunião foi marcada. Em Dourados a assembléia acontece na sede da entidade a partir das 18h. “Os bancários já realizam muitas atividades, com protestos e paralisações, mas até agora os banqueiros não se sentiram pressionados o suficiente para apresentar proposta. Diante disso é fundamental que os bancários paralisem as atividades durante toda a terça-feira e em todo o Brasil. Esta greve de 24 horas tem que ser forte para pressionar a Fenaban a negociar com seriedade. Esta é a primeira vez em muito tempo que chegamos ao final de setembro sem proposta”, destaca Vagner Freitas, presidente da Contraf-CUT. A minuta de reivindicações dos bancários foi entregue à Fenaban no dia 10 de agosto. De lá para cá, cinco rodadas de negociações ocorreram, sem que os banqueiros apresentassem contraproposta para as cláusulas econômicas. O único avanço até agora foi que os bancos, depois de muita pressão, aceitaram discutir a melhora na segurança e o combate ao assédio moral em mesas específicas. Para o presidente do Sindicato, João Simioni “os bancários terão nesta terça-feira o momento crucial da campanha salarial. Portanto a participação na assembléia de hoje é fundamental e indispensável. Já esta mais do que provado que apesar dos grandes lucros obtidos pelos banqueiros a cada ano, não tem sensibilizado os patrões a conceder reajustes de acordo com o que os bancários produzem. Nossas campanhas salariais nunca foram fáceis, e nossas conquistas ao longo da história só se obtiveram com muita luta. A ganância é muito grande, não importa o quanto o lucro cresça, os bancos não querem dividir o bolo. Sem pressão os banqueiros vão continuar enrolando. Porisso é importante que a categoria participe da paralisação nesta terça-feira, para mostrar aos patrões que os bancários estão dispostos a continuar lutando por seus direitos”, conclui, Simioni.



Sindicato dos Bancários de Dourados e Região - MS

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