Itaú

23 de Novembro de 2021 às 09:18

No Itaú, demissões assombram o fim de ano

O movimento sindical cobra o fim das demissões, contratações e redução das metas, pois o banco tem lucratividade astronômica e pode oferecer condições de trabalho dignas

Mesmo com lucro exorbitante de quase R$ 20 bilhões entre janeiro e setembro de 2021, o Itaú voltou a demitir dezenas de empregados nos últimos dias. Os desligamentos foram, na maioria, de funcionários que voltavam da licença médica em decorrência de depressão, síndrome do pânico e síndrome de burnout. Doenças adquiridas justamente no trabalho.

Perto do fim de ano, os trabalhadores estão apreensivos. A empresa também demitiu empregados no período de reabilitação ou que ainda continuam em trabalho remoto por serem do grupo de risco. Ainda houve funcionárias dispensadas ao voltar da licença maternidade. Absurdo.

O movimento sindical cobra o fim das demissões, contratações e redução das metas, pois o banco tem lucratividade astronômica e pode oferecer condições de trabalho dignas. Os funcionários que permanecem na empresa estão sobrecarregados e acumulam funções. O assédio moral constante é outra realidade de quem trabalha no Itaú, gerando mais angústia e adoecimento.

Cortes

A prática de ataque do Itaú é inadmissível. Os banqueiros só querem resultado para engordar ainda mais os cofres, demonstrando a falta de responsabilidade social, sobretudo em um momento de crise sanitária. O maior banco privado no Brasil possuía 67,9 milhões de clientes no terceiro trimestre de 2016. Agora, pulou para 87,5 milhões. Alta de 28,9%, enquanto o número de trabalhadores aumentou apenas 5,5% no mesmo período. Passou de 81.737 para 86.195.



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