Banco do Brasil

10 de Novembro de 2020 às 14:30

Banco do Brasil planeja manter diretores que vão se aposentar

Banco do Brasil

Medida confirma a qualificação dos funcionários do banco; CEBB cobra reconhecimento de todo o quadro funcional

Para conter o assédio de concorrentes ao seu quadro de funcionários, o Banco do Brasil apresentou uma proposta ao seu Conselho de Administração para manter diretores que vão se aposentar nos próximos anos. A ideia é estender o benefício, hoje restrito aos vice-presidentes, de permanecerem na instituição mesmo após atingirem o tempo necessário para saírem.

Segundo informações do Broadcast, o plano de incentivo a diretores valerá até 2027 e mira, ao menos 15 executivos que poderiam deixar o BB por conta da aposentadoria.

“Até que enfim o banco busca reter talentos para o processo de sucessão. Isso mostra que funcionários do banco são bem preparados, inclusive são cobiçados pelo mercado. Assim, não dá para deixar de notar que tal medida contradiz o que propala Paulo Guedes (ministro da Economia) ao tentar impingir a pecha de falta de qualificação e compromisso sobre os funcionários públicos”, afirmou o coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil (CEBB), João Fukunaga.

Fukunaga lamentou, no entanto, que o banco apresente uma proposta para dobrar salário dos executivos, mas tenha feito pressão durante a Campanha Nacional dos Bancários para não que não fosse dado aumento real para a categoria. “Os funcionários do Banco do Brasil, de uma forma geral, são bem preparados e dão o máximo para que o banco atinja bons resultados e obtenha lucro. Todos deveriam ser reconhecidos pelo seu esforço”, disse.

Previ

A ampliação do benefício aos diretores pode ajudar a reter executivos-chave sem gerar aumento com as despesas de pessoal, uma vez que o complemento de salário virá do fundo de pensão do BB, a Previ.

“É bom observarmos que a Previ não terá prejuízo, uma vez que os valores já sairiam dos cofres do fundo por causa da aposentadoria. Não temos informações detalhadas, mas é isso o que deve acontecer. Primeiro eles se demitem e depois o banco os recontrata em novo regime de trabalho, que não é CLT”, explicou o coordenador da CEBB.

Segundo o Broadcast, a estratégia é bem vista nos bastidores por diretores.

Fonte: Contraf-CUT



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